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Luiz Bandeira (Luís Bandeira)

Data Nasc.:
25/12/1923
Data de falecimento.:
22/02/1998
Ocupação:
Cantor, músico, compositor.

Luiz Bandeira (Luís Bandeira)

Artigo disponível em: ENG ESP

Última atualização: 24/09/2021

Por: Maria do Carmo Gomes de Andrade - Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

Voltei, Recife
Foi a saudade
Que me trouxe pelo braço
Quero ver novamente "Vassoura"
Na rua abafando
Tomar umas e outras
E cair no passo

Cadê "Toureiros"?
Cadê "Bola de Ouro"?
As "Pás", os "Lenhadores"
O "Bloco Batutas de São José"?

Quero sentir
A embriaguez do frevo
Que entra na cabeça
Depois toma o corpo
E acaba no pé
(Voltei Recife, Luiz Bandeira)


Luiz Bandeira, cantor, músico e compositor pernambucano, nasceu em 25 de dezembro de 1923, no Recife. Passou parte de sua infância em Maceió, Alagoas, onde participou de grupos de repentistas nas freiras locais. Estreou sua carreira artística em 1939, em um programa de calouros da Rádio Clube de Pernambuco, que o contratou em seguida. Foi violonista, rádio-ator e cantor de orquestra.

Em 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro onde estreou nas noites cariocas como cantor de orquestra no Copacabana Palace; trabalhou também na Rádio Nacional. Neste período, Luiz Bandeira compôs Na cadência do samba, também conhecida como Que bonito é,  que foi por muitos anos executada como tema de jogos de futebol exibidos por um  jornal de cinema, o famosoCanal 100.

Bandeira é considerado um dos maiores compositores de frevo, autor, entre outros, dos frevos-canções Voltei Recife e É de fazer chorar, mais conhecido como Quarta-feira ingrata. Além de músicas carnavalescas, também é autor de sucessos gravados por Luiz Gonzaga, Onde tu tá, Neném; por Clara Nunes, Viola de Penedo, e muitos outros nomes da música popular brasileira.

Durante sua carreira gravou alguns discos e ganhou prêmios por composição de seus frevos. No final dos anos 80, aposentou-se e voltou a morar no Recife, onde permaneceu até sua morte, em 22 de fevereiro de 1998, um domingo de carnaval.

Outras composições de autoria de Luiz Bandeira:

 Maria Joana, baião (Continental, 1952).
Sincopado, choro (Continental, 1953).
Bom Danado, frevo canção em parceria com Ernani Seve (Continental, 1954).
Marcha da pipoca (Todamérica, 1954).
O que os olhos não vêem, samba (Continental, 1955).
É de fazer chorar, frevo canção (Copacabana, 1957).
Recado de Olinda, samba (Continental, 1958).
Na cadência do samba (Continental, 1958).
Apito do samba (Continental, 1958).
Samba com Luciano (Continental, 1959).
Açucena (Continental, 1959).
Nossa timidez, bolero em parceria com Alberto Lopes (RCA Victor, 1960).

 

 

 

Recife, 11 de junho de 2005.
 

Fontes consultadas

CÂMARA, Renato Phaelante da. MPB:compositores pernambucanos: coletânea bio-músico-fonográfica 1920-1995. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1997.

PERNAMBUCO de A/Z. Biografia. Disponível em: <http://www.pe-az.com.br/biografias/luiz_bandeira.htm>. Acesso em: 9 jun. 2008.

Como citar este texto

Fonte: ANDRADE, Maria do Carmo. Luiz Bandeira. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.