NELSON FERREIRA - Compositor e maestro, era natural de Bonito-PE , nasceu em 09 de dezembro de 1902 e morreu em 21 de dezembro de 1976 , no Recife. Como profissional começou a tocar em 1917, e, em 1921, compôs a marcha ”Borboleta não é ave”, que marcou o início de sua carreira como compositor. Sua carreira de campeão dos carnavais iniciou-se com o frevo ”Não puxa, Maroca”, com Samuel Campelo. Organizou várias orquestras entre as quais Orquestra de Frevo Nelson Ferreira, compôs muitos frevos, entre eles: Veneza Americana, Quarta-feira Ingrata, Sabe lá o que é isso? e Evocação. Este último teve tanto sucesso que gerou a série “Evocação” em sete LPs. Ao longo de sua vida, recebeu diversas condecorações por sua contribuição à música brasileira.
ANTONIO MARIA ARAÚJO DE MORAES - Nasceu no Recife, em 1921, e morreu em 1964. Foi cronista, poeta, letrista e iniciou sua vida artística na Rádio Clube de Pernambuco. Foi parceiro, dentre muitos, de Vinícius de Moraes e Luís Bonfá. Autor de vários sucessos da música popular: ”Ninguém me ama”; ”O amor e a rosa”; ”Manhã de carnaval”; Frevos n° 1, 2 e 3 do Recife etc.
JOÃO SANTIAGO DOS REIS - Nasceu no Recife, em 1928, e morreu em 1985. Compositor e pesquisador do carnaval pernambucano, foi fundador da Secção de Pernambuco da Ordem dos Músicos do Brasil e da Comissão Pernambucana de Folclore. Compositor de mais de 50 marchas de blocos e frevos, participou de diversas agremiações carnavalescas entre as quais Batutas de São José, Inocentes do Rosarinho e Flor da Lira.
MÚCIO CATÃO - Maquiador, nasceu no Rio Grande do Norte em 19 de março de 1923 e morreu na mesma data do seu nascimento, em 1985. Detentor de mais de 30 prêmios nas passarelas dos bailes de carnaval dos clubes Internacional e Português e muitos outros. Fundador dos Concursos de Fantasias do Recife, foi considerado hors-concours dentre todos os seus concorrentes. Possuidor de extrema sensibilidade, tinha em suas criações carnavalescas a simplicidade de um grande artista, utilizando sempre materiais de baixo custo e uma poderosa dose de criatividade. Sua característica marcante foi a caracterização de personagens da história como: Gandhi e Santos Dumont.
VALDEMAR DE OLIVEIRA - Médico, advogado, professor, compositor, pianista, regente e musicólogo, nasceu em 2 de maio de 1900, e morreu em 18 de abril de 1977. Começou a compor em 1925 e compôs músicas de carnaval com o pseudônimo de José Capibaribe.
IRMÃOS VALENÇA - A família Valença cultivava a tradição de fazer representações de Presépio de Natal. Os Irmãos Valença, João Vitor do Rego Valença e Raul do Rego Valença, nascidos a 1890 e 1894, respectivamente, como ficaram conhecidos, publicaram cerca de trinta obras, além de outras inéditas. Em 1924, formaram, com os primos e amigos, uma sociedade teatral, o Grêmio Familiar Madalenense. Em 1930, compuseram sua primeira música de carnaval, a marcha Mulata, na qual dois anos depois, Lamartine Babo, introduziu algumas modificações, principalmente na letra, transformando-a em Teu cabelo não nega. Foram três vezes campeões do carnaval do Recife, com o maracatu Ô, já vou; as marchas Nós Dois e Foi Você. Outras composições: Um sonho que durou três dias, Pisa baiana, Cocorocó, tendo feito marchas e frevos para os clubes Lenhadores e Vassourinhas.
DONA SANTA - Maria Júlia do Nascimento, nasceu a 24 de março de 1877, no Pátio da Santa Cruz, na Boa Vista. Iniciou-se como Rainha do Maracatu da Nação Leão Coroado, onde casou-se com João Vitorino. Quando seu marido foi escolhido como Rei da Nação Elefante, ela abdicou de seu trono, para segui-lo. Foi coroada somente, em 27.02.1947. Filha e neta de africanos, Dona Santa tinha em seu sangue o ritmo do "baque-virado", da zabumba e do gonguê.
BADIA - Maria de Lourdes Silva, nasceu em 1915 e morreu em 1991. Neta de africanos, nasceu na Rua Augusta, no bairro de São José e mudou-se ainda criança para a casa do Pátio do Terço, de onde fez seu quartel general das folias carnavalescas e da sua religiosidade. Em sua casa, foi fundada a agremiação Clube Carnavalesco as Coroas de São José, em 1977, que sai na quinta-feira da semana pré-carnavalesca, continuando a tradição. Políticos, jornalistas, advogados, foliões e carnavalescos frequentavam sua casa. Foi homenageada por inúmeras agremiações: Vassourinhas/1986; Lenhadores/1990; Bloco Saberé/1986, entre outros. A primeira dama do Carnaval do Pátio do Terço recebeu grande homenagem como carnavalesca no Carnaval de 1985, quando a Prefeitura da Cidade do Recife lhe consagrou como tema: Carnaval Badia - 1985.
*Revisão ortográfica e gramatical realizada por Raissa Nascimento dos Santos (Bacharel em Letras) - Parceria Fundaj/UFPE, em Janeiro de 2026.
Como citar este texto
Lima, Cláudia M. de Assis Rocha. Carnaval de Pernambuco: personalidades. In: Pesquisa Escolar. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2010. Disponível em:https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/artigo/carnaval-de-pernambuco-personalidades/. Acesso em: dia mês ano. (Ex.: 6 ago. 2020.)


