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Rua da Imperatriz Tereza Cristina (Recife, PE)

Originária de um aterro, conhecido até a metade do século XIX como Aterro da Boa Vista.

Rua da Imperatriz Tereza Cristina (Recife, PE)

Última atualização: 03/05/2021

Por: Lúcia Gaspar - Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco - Especialista em Documentação Científica

Originária de um aterro, conhecido até a metade do século XIX comoAterro da Boa Vista, executado em função de uma nova ponte que seria construída em 1740, a Rua da Imperatriz Tereza Cristina começa ao pé da Ponte da Boa Vista e termina na Praça Maciel Pinheiro.

 

No Aterro da Boa Vista, estabeleceram-se comerciantes em edificações onde os pavimentos superiores eram reservados para as famílias.

 

Em frente à Rua do Hospício e ao lado da Praça Maciel Pinheiro, a Irmandade do Santíssimo Sacramento da Boa Vista ergueu uma igreja, a Matriz da Boa Vista, que apresenta uma magnífica fachada em mármore.

 

Em 19 de agosto de 1849, no sobrado de nº 147, na esquina da Rua Bulhões Marques, nasceu o líder do movimento abolicionista, Joaquim Nabuco

 

Durante a visita do Imperador Pedro II a Pernambuco, em novembro de1859, a rua ganhou maior importância. Em homenagem a Imperatriz, que acompanhava o marido, a via foi batizada como Rua da Imperatriz Tereza Cristina.

 

Nos tempos áureos do cinema mudo, houve a inauguração do Cinema Helvética, em março de 1910. A novidade atraiu a população, tornando-se um grande sucesso na cidade. Posteriormente, se transformaria em Teatro e Café Conserto, recebendo várias companhias de comédia e teatro ligeiro que fizeram época. O prédio de nº 67, inaugurado em setembro desse mesmo ano, com fachada em estilo coríntio, sacadas, adornos e relevos preciosos, e sede do Sindicato dos Comerciários, ostentava no seu alto, uma estátua de Hermes-Mercúrio, a divindade clássica do Comércio.

 

O comércio foi se modificando, tendo surgido modernas e importantes lojas. No início, passavam pelo local os bondes de burro. Depois, em 1914, os elétricos da Pernambuco Tramways. Surgiram os primeiros letreiros luminosos e foram instalados gramofones que chamavam a atenção dos curiosos.

 

Passagem obrigatória dos cordões carnavalescos e do corso, acumulavam-se na rua montes de confetes e serpentinas que, muitas vezes, atrapalhavam o trânsito de automóveis.

 

Curiosamente, a rua da Imperatriz Tereza Cristina mudou de nome três vezes. Em 1895, foi denominada Dr. Rosa e Silva. Passou para Floriano Peixoto. Finalmente, por meio da Lei nº 1.336, de 13 de março de 1923, voltou ao nome tradicional. De maneira espontânea, a população reduziu a sua denominação para Rua da Imperatriz, como é conhecida até hoje.

 

 

Recife, 24 de fevereiro de 2010.

 

Fontes consultadas

CAVALCANTI, Carlos Bezerra. O Recife e suas ruas: se essas ruas fossem minhas... Recife: Edificantes, 2002. 140 p. il. p. 59.

FRAGOSO, Danillo. Velhas ruas do Recife. Recife: UFPE, Imprensa Universitária, 1971. p. 60.

FRANCA, Rubens. Monumentos do Recife. Recife: Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco, 1977. p. 148.

SILVA, Leonardo Dantas. Arruando pelo Recife: por ruas, pontes, praias e sítios históricos. Recife: SEBRAE/PE, 2000. 178 p. il. p. 101-102.

 

Como citar este texto

GASPAR, Lúcia. Rua da Imperatriz Tereza Cristina (Recife, PE). In: Pesquisa Escolar. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2010. Disponível em: https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/artigo/rua-da-imperatriz-tereza-cristina-recife-pe/. Acesso em: dia mês ano. (Ex.: 6 ago. 2009).