Japson Macêdo de Almeida
Última atualização: 26/03/2025
Japson Macêdo de Almeida, conhecido artisticamente como Japson Almeida, foi um renomado fotógrafo alagoano, nascido em 29 de novembro de 1922, em Cição da Paraíba, atual Capela (Alagoas). Era filho único de Noé Vieira de Almeida e Laura Macêdo de Almeida.
Na década de 1940, mudou-se para Maceió para concluir seus estudos. Na vida adulta, trabalhou como comerciário e funcionário público. Em 1948, casou-se com Marinita Vasconcelos Barbosa de Almeida, com quem teve cinco filhos. Sua trajetória na fotografia começou em 1950, impulsionada pelo reconhecimento de uma imagem que capturou Nossa Senhora de Fátima durante uma visita a Maceió. Esse episódio foi determinante para sua carreira na área.
Em suas atividades, utilizava costumeiramente uma câmera Rolleiflex, um equipamento icônico entre fotógrafos profissionais da época. Conhecida por sua qualidade ótica e design compacto, a Rolleiflex permitia capturas detalhadas e composições refinadas, características marcantes no trabalho de Japson.
Ao longo de sua trajetória, atuou como repórter fotográfico em jornais, registrando acontecimentos políticos importantes além de colaborar na divulgação de técnicas médicas por meio de imagens de cirurgias. Fundou uma escola de fotografia em Alagoas, onde formou novos profissionais na arte da captura de imagens.
Japson Almeida faleceu em 4 de novembro de 1992, deixando um vasto legado fotográfico. Seu acervo, composto por imagens produzidas ao longo de aproximadamente 50 anos, foi doado por sua família à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), órgão do Ministério da Educação sediado em Pernambuco. Esse acervo conta com documentos fotográficos, cinematográficos e sonoros que retratam Alagoas, sua capital Maceió e outros municípios. Entre as imagens, destacam-se registros analógicos, panoramas e vistas aéreas da região.
Além de sua atuação na fotografia documental, foi membro do Fotoclube de Alagoas e proprietário do Cinema Foto-Manguaba, além de um cinema de bairro, o Cine Real. Também produziu documentários e foi um ávido colecionador de filmes em formatos 16mm e Super 8. Entre os temas que mais fotografou estão a vida cotidiana de Alagoas, incluindo ambulantes, pescadores e artistas, além de registros de atividades petrolíferas, como sondas de petróleo no estado.
Japson também fotografou cidades além das fronteiras do território alagoano, como a capital pernambucana. Em um dos seus cliques, capturou o Cinema São Luiz, em Recife, iluminando a Rua da Aurora, possivelmente em noite de exibição. Essa imagem exemplifica sua percepção apurada também para a arquitetura urbana e a vida noturna das cidades.
O trabalho de Japson de Almeida se tornou um importante testemunho histórico e cultural do século XX que permite vislumbrar o passado dos locais registrados resgatando histórias que poderiam se perder no tempo. Além de ser uma valiosa fonte de pesquisa, sua obra iconográfica, fruto de um olhar atento e sensível, continua a inspirar novas gerações de fotógrafos e historiadores.
Recife, 25 de março de 2025.
Fontes consultadas
JAPSON MACÊDO DE ALMEIDA FILHO et al. Japson Almeida: Fragmentos de um olhar. Maceió: Impressa Oficial Graciliano Ramos, 2015.
STANISLAU, Luísa. Japson Almeida. Disponível em: https://www.luisaestanislau.com/japson-almeida. Acesso em: (acesso em 21/03/2025).
Como citar este texto
SANTOS, Maria Nainam Silvino Araújo dos. Japson Macêdo de Almeida. In: PESQUISA Escolar. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2025. Disponível em: https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/artigo/japson-macedo-de-almeida/. Acesso em: dia mês ano. (Ex.: 14 mar. 2025.)


