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Adivinhações

Adivinhação, enigma ou adivinha é um gênero universal, conhecido por todos os povos em todas as épocas. As adivinhações brasileiras são de origem portuguesa e espanhola.

Adivinhações

Artigo disponível em: ENG

Última atualização: 28/03/2022

Por: Lúcia Gaspar - Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco - Especialista em Documentação Científica

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Adivinhação, enigma ou adivinha é um gênero universal, conhecido por todos os povos em todas as épocas.

Na Antigüidade, os enigmas eram expressão do culto e da magia religiosas, granjeando prêmios e reputação divina. A Esfinge fazia perguntas enigmáticas a Édipo. Os oráculos desafiavam os decifradores. A decifração dos enigmas se constituía na mais alta prova de inteligência.

Hoje, as adivinhações ainda guardam alguns poucos vestígios do sentido filosófico daquela época mas, na sua maioria, são apenas simples divertimento na boca das crianças e do povo.

As adivinhações brasileiras são de origem portuguesa e espanhola. As que vêm do povo africano têm uma presença mínima ou foram totalmente diluídas no Brasil.

O folclore brasileiro é riquíssimo em adivinhações. Elas são comuns, principalmente no sertão e em pequenas cidades do interior, onde se constituem num passatempo interessante. Nas capitais, como existem muitas preocupações e diversos outros tipos de divertimento, já não sobra tempo para as adivinhas.

São anunciadas, normalmente, pela forma popular O-que-é-o-que-é?

Vamos adivinhar um pouco?

O que é o que é?

:: Quanto mais cresce, menos vê?
:: Quanto mais se tira, mais aumenta?
:: Que entra na água e não se molha?
:: Que cai em pé e corre deitado?
:: Que corre no mato e no limpo esbarra?
:: Alto está, no alto mora: ninguém o vê, todos o adoram?
:: São sete irmãos, cinco têm sobrenome e dois não têm?
:: Não tem pé e corre, tem leito e não dorme, quando pára morre?
:: Que bota mais depressa o pobre pra frente?
:: Uma casa caiada com uma lagoa dentro ou uma igrejinha branca sem porta nem tranca?
:: Ele morre queimado e ela morre cantando?
:: Pintadinho como guiné, fala sem ter boca, caminha sem ter pé?
:: Anda deitado e dorme em pé?
:: Altas torres, bonitas janelas, abrem e fecham sem ninguém tocar nelas?

 

 

 

Recife, 17 de julho de 2003.

Fontes consultadas

ADIVINHAÇÕES. Foto nesse texto. Disponível em: <http://onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Adivinha%C3%A7%C3%B5es+>. Acesso em: 9 ago. 2016.

CÂMARA CASCUDO, Luís da. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, [19--?].

CARVALHO NETO, Paulo de. Folclore sergipano: primeira sistemática sintética e primeira antologia 1883 a1960. Aracaju: Sociedade Editorial Sergipana, 1994. p. 59-61.

MELO, Verissimo de. Folclore infantil. Rio de Janeiro: Cátedra; Brasília: INL, 1981. p. 93-142.
 

Como citar este texto

GASPAR, Lúcia. Advinhações. In: PESQUISA Escolar. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2003. Disponível em:https://pesquisaescolar.fundaj.gov.br/pt-br/artigo/adivinhacoes/. Acesso em: dia mês ano. (Ex.: 6 ago. 2020.)